OBSCENA

Enquanto os homens exercem seus podres poderes,
A literatura é subtraída em porões que ditam a dura.
Enquanto são feitos mais carnavais,
A vida sucumbe em rescisões contratuais.

Será que será que será que será
Que vamos parar, será?
Será que será que será que será
Que fazemos se não confirmar
A precisão de ridículos tiranos?


Queria gritar em um transe, um êxtase
Que minha alegria, minha ironia
É bem maior do que essa porcaria.
Que o que resta é tão somente putaria:
Pau no cu do mundo que será que será que será!


E o resto é silêncio.